ANESTESIA NAS CIRURGIAS DE FACE

30/01/2020

Texto com colaboração do Dr. Alan Saito Ramalho, Anestesista CRM-SP 150547.


Vou ficar acordado? 

Vou sentir as “marteladas”? 

Vou sentir dor durante o procedimento?


Essas são perguntas frequentes dos pacientes. Assim como a cirurgia é indicada, o tipo de anestesia também é. O principal objetivo da anestesia, seja qual for o tipo, é proporcionar conforto e segurança para o paciente durante o procedimento. A escolha do tipo de anestesia depende da cirugia a ser realizada e é individualizado para cada pessoa, a partir de suas características e sempre para garantir a melhor experiência durante a cirurgia.


Procedimentos mais simples como blefaroplastia superior, bichectomia e otoplastia podem ser feitos sob anestesia local e sedação leve. Nos procedimentos mais extensos, ou em pacientes com determinadas condições de saúde, deve-se cogitar anestesia geral, que oferece maior monitorização e controle.


No caso das Rinoplastias, geralmente podemos escolher qualquer uma duas formas, apesar de que a anestesia geral pode trazer maior conforto para o paciente. 


Há ainda muito esse mito de que a anestesia é perigosa, ainda mais a geral, e muitos pacientes ficam aflitos quando indico a anestesia geral pro caso deles. Mas hoje em dia, graças a evolução da medicina, e com ela a evolução da anestesia nas medicações e monitores, a anestesia geral é muito segura. Ela é segura porque protege a via aérea do paciente, porque o paciente fica monitorizado o tempo inteiro e também porque o paciente não está sentindo dor.


Um dos equipamentos que nos dá segurança em relação ao nível de consciência do paciente é o BIS (índice bispectral), uma fita que o anestesista cola na testa do paciente e a partir dela, conectada a um aparelho, consegue-se monitorizar e controlar a profundidade do sono. Então não, você não acordará no meio da cirurgia, nem sentirá dor enquanto estiver sob anestesia geral. 


A anestesia local com sedação leve também é uma opção para os pacientes de Rinoplastia. No entanto, dependendo da pessoa, pode ser um pouco mais incômodo, devido as “picadinhas” da anestesia local no começo da cirurgia e, por ser uma sedação leve, muitos pacientes têm dificuldade para dormir totalmente durante o procedimento. Além disso, existe um limite na quantidade de sedação que pode ser colocada nesses casos, já que a via aérea não está protegida como na anestesia geral. Mas considero esse tipo de anestesia ótima para casos mais simples. 


Pessoal, sempre converse com o seu médico sobre as possibilidades de anestesia na sua cirurgia e pergunte ativamente como é esse processo. A anestesia anda junto com a cirurgia e não temos como separar as duas coisas! O importante é individualizar a escolha e confiar no que o seu médico acha melhor para o seu caso. Compartilhe com ele as suas dúvidas e apreensões.





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